Ópio

A palavra ópio em grego significa suco, o qual é obtido realizando-se incisões na cápsula de uma planta quando ainda verde, denominada Papaver somniferum, mais popularmente conhecida como papoula do Oriente.

Bulbo da papoila do ópio

O ópio é produzido à partir deste suco resinoso, que é um látex leitoso e coagulado, que depois de seco, torna-se uma pasta de cor acastanhada, e então é fervida para transformar-se em ópio, que por sua vez tem um cheiro típico e desagradável, manifestando-se potencialmente com o calor, de sabor acre e amargo.

O uso do ópio mascado ou fumado, que se espalhou no Oriente, provoca euforia, seguida de um sono onírico; o uso repetido conduz ao hábito, à dependência química, e a seguir a uma decadência física e intelectual, uma vez que é efetivamente um veneno estupefaciente. A medicina o utiliza, assim como os alcalóides que ele contém (morfina e papaverina), como sonífero analgésico.

O ópio provoca no organismo, a tolerância e não pode-se prever o ponto em que o indivíduo torna-se grave dependente. Nesse caso, o usuário deixa de sentir o estupor causado pela droga, porém neste estágio já encontra-se totalmente aprisionado, de uma vez que, normalmente não deixa de consumi-la para escapar da inevitável e terrível síndrome de abstinência, que pode iniciar-se dentro de aproximadamente doze horas e estender-se de um à dez dias, incluindo: cólicas musculares e abdominais, lacrimejamento, dores cruéis, insônia, falta de apetite, inquietação, sudorese, arrepios, diarréias, tremores, instabilidade emocional com crises de choro, vômito,náuseas e vertigens. Além disso o o uso da droga não poderá ser descontinuado abruptamente, ficando o usuário neste caso, sujeito a sua morte.

No Brasil o número de viciados em ópio ainda é pequeno, outras drogas são mais comuns aqui, como o crack e a maconha, mais isso não é menos, as drogas em geral são muito maléficas ao ser humano. Elas alteraram o nível de consciência, o uso pode levar a práticas arriscadas, como sexo sem preservativo ou compartilhamento de seringas e outros materiais que podem transmitir o HIV/Aids e a hepatite. O uso de drogas lícitas ou ilícitas pode ampliar as vulnerabilidades pessoais. No trânsito, o abuso de substâncias é um risco para o motorista e para os outros. O uso de drogas pode levar a pessoa a perder o controle dos seus atos. As drogas trazem um prazer momentâneo por um preço muito alto, a sua vida.

Categorias:Uncategorized

Métodos Contraceptivos

 

Na adolescência os hormônios estão a flor da pele, principalmente os sexuais. Tudo está mudando ao mesmo tempo, então fica como uma tempestade de hormônios…
(voz, corpo, pêlos, desenvolvimento dos órgãos sexuais…) trazendo sensações antes não experimentadas. O que é novo e desconhecido se torna muito interessante o que faz com que se tenha vontade de conhecer e fazer o quanto antes tudo que tem direito.

 

O grade problema é que muitas vezes esses adolescentes não estão preparados para isso e nem tem conhecimento suficiente, fazendo com que o ato sexual tenha conseqüências, muitas vezes, catastróficas, como a gravidez ou uma doença sexualmente transmissível. Para que o sexo não traga uma “surpresinha” é necessário o uso de anticoncepcionais, a seguir você poderá conhecer um pouco sobre alguns métodos contraceptivos.

 

Métodos Contraceptivos são qualquer tipo de processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo(gravidez).

Barreira Física

 

São os métodos contraceptivos que impedem que os espermatozóides vão ao encontro do ovócito II.

O preservativo masculino– também conhecido como camisinha, é o método mais utilizado no mundo todo. A camisinha é feita também de látex, material que tem certa elasticidade. Ela é colocada no pênis ereto do homem, com o objetivo de barrar os espermatozóides logo após a ejaculação.

Vantagens: é higiênica, é fácil de usar e de manusear, é fácil de comprar, pode ser carregada na bolsa ou no bolso, impede a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e tem 98% de eficácia se utilizada da forma correta.

Desvantagens: podem reduzir sensibilidade do pênis, perigo de vazamento ou rompimento durante a relação sexual e podem ocorrer reações alérgicas ao látex.

O preservativo feminino – consiste numa membrana de plástico, que deve ser inserida na vagina antes do ato sexual. É constituída por dois anéis, um pequeno que é colocado dentro da vagina(anel interior) e outro maior que fica fora dela(anel exterior).

Vantagens: impede a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, por ser de poliuretano é mais resistente que o preservativo masculino, pode ser colocada horas antes da relação sexual.

Desvantagens: é difícil de colocar, o anel exterior pode ser incomodo, pode produzir barulhos durante a relação sexual, é caro e difícil de encontrar.

O diafragma– membrana que se insere na vagina antes da relação sexual.

Vantagens: diminui o risco de infecções, pode ser utilizado mais de uma vez.

Desvantagens: difícil utilização, não pode ser utilizado por mulheres virgens, pode causar cheiros e corrimento vaginal, tem eficácia de 80%, tem que ser utilizado com espermicida.

Métodos Hormonais

 

Método contraceptivo que atua inibindo a estimulação do ovário, não permitindo a ovulação, consequentemente não permitindo a gravidez. Os métodos hormonais são:

Adesivo dérmico– é um adesivo que deverá ser trocado semanalmente, durante três semanas consecutivas, seguindo-se uma semana de descanso, onde deverá surgir a menstruação.

Vantagem : não obriga a um cuidado diário.
Desvantagem: é preciso ter cuidado na frequência de saunas e banhos turcos ou com a aplicação de cremes na pele, para evitar o descolamento do adesivo.

Anel vaginal– anel flexível contendo uma baixa dosagem hormonal que a própria mulher aplica na vagina só uma vez por mês e retira ao fim de três semanas.

Vantagem : muito prático.

Desvantagens: receio da mulher em saber aplicá-lo.

Pílula do dia seguinte – é um método anticoncepcional de emergência, faz com que o corpo da mulher fique “hostil” à gravidez, caso ela não tenha tomado cuidados como usar preservativo na relação sexual.

Vantagens: não interfere com a utilização regular de pílulas anticoncepcionais, não afeta a fertilidade a longo prazo, altamente eficazes se forem tomadas imediatamente após a relação sexual (até 24 horas após a sua eficácia é de 90%).

Desvantagens: não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, sua eficácia diminui com o passar das horas deve ser feita o mais rapidamente possível (dentro de 72 horas após a relação sexual), tem efeitos colaterais (náuseas, tonturas, sensibilidade mamária, sangramento …).

 Implante subdérmico– é um método anticoncepcional no formato de bastonete que deve ser inserido sob a pele na parte superior do braço da mulher. O bastonete contém um progestogênio que é muito parecido com o hormônio natural e é liberado lentamente em doses constantes.

Vantagem : elimina o risco de esquecimento; indicado para mulheres com história de anemia e de menstruações abundantes e para as que não podem ou não querem usar estrogênios.
Desvantagens: algumas mulheres (cerca de 20%) podem manter-se sem menstruação durante algum tempo (muitas delas consideram uma vantagem); o implante pode ser sentido através duma palpação digital, a sua colocação exige o recurso a anestesia local e é aplicado, pelo médico, através duma agulha.

Pílula oral – é uma combinação de estrogênio e progestágeno administrada oralmente para inibir a fertilidade normal da mulher.

 Vantagens: as cólicas são reguladas, e geralmente mais leves e menos dolorosas, diminuição do risco de câncer no ovário e endométrio.

Desvantagens: fácil esquecimento; influência medicamentosa; vômitos ou diarréias.

Injeção trimestral– são injeções intramusculares feitas com hormônios femininos, que impede a ovulação e causam alterações no muco cervical e no endométrio.

Vantagem : elimina o risco de esquecimento.
Desvantagens: a sua ação não só não pode ser interrompida como pode prolongar-se para além dos 3 meses (até 12 meses), não permitindo retomar de imediato a capacidade reprodutiva quando desejada; ciclo menstrual irregular e amenorréia (ausência de menstruação).

Métodos Intra-uterinos

 

Método também conhecido como DIU(Dispositivo Intra-uterino), é inserido no útero, por um médico. O seu mecanismo de ação depende da interferência com a migração dos espermatozóides, com o transporte do óvulo e com a fertilização. Ele impede o processo de nidação, onde o óvulo se fixa no endométrio. Pode estimular ainda uma reação inflamatória no útero, que também é contraceptiva.

Vantagens: é eficaz durante 3 a 5 anos (variável), é uma alternativa para mulheres que não possam ou não queiram utilizar contracepção hormonal e que desejem uma contracepção prolongada.

Desvantagens: provoca fluxos menstruais mais abundantes e ligeiro aumento de dores pré-menstruais nas mulheres com essa propensão, pode causar esterilidade na mulher por isso não é recomendado para aquelas que nunca tiveram filhos, deve ser sempre vigiado pelo médico.

Métodos Irreversíveis

 

Os métodos irreversíveis são os métodos cirúrgicos. Estes métodos devem ser considerados irreversíveis, mesmo que em um número pequeno de pacientes se consiga realizar tanto a recanalização tubária quanto do ducto deferente.

Esterilização masculina (Vasectomia)– é um método contraceptivo através da ligadura dos canais deferentes no homem. É uma pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto.

 

Vantagens: baixo custo a simplicidade e tem poucas complicações.

Desvantagens : é irreversível, não oferece proteção imediata, o homem pode sentir um pouco de desconforto durante e depois da cirurgia e pode causar infecções logo após a cirurgia.

 Esterilização feminina(Laqueadura Tubária)– consiste no método de esterilização feminina caracterizado pelo corte e/ou ligamento cirúrgico das tubas uterinas, que fazem o caminho dos ovários até o útero. Assim, as tubas uterinas impedem a passagem do óvulo e os espermatozóides não o encontram, não havendo fecundação, ou seja, impossibilitando a gravidez da mulher.

Vantagens : a mulher não precisa mais utilizar outros meios para evitar a gravidez e a possibilidade de falha é muito rara.

Desvantagens : trata-se de uma cirurgia, portanto tem riscos, a cirurgia é definitiva e irreversível, pois o retorno favorece gravidez nas trompas e não é recomendado.

 

Métodos comportamentais ou de abstinência periódica

 

Nestes métodos utiliza-se a abstinência sexual durante os dias do ciclo menstrual em que o óvulo pode ser fertilizado.

Tabela de Ogino-Klaus(tabelinha)– método conhecido como do calendário ou tabelinha. Consiste em suspender as relações sexuais no período fértil da mulher. Esse método é baseado na premissa de que os ciclos menstruais são relativamente constantes e por isso o período fértil do mês subseqüente pode ser estimado pelo ciclo anterior.

Vantagens : associado com outros métodos tem um índice de eficácia muito alto.

Desvantagens : o índice de falha deste método é muito grande, só é válido para mulheres com ciclos regulares.

 Método de Billings ou do Muco Cervical– este método exige que a mulher não tenha relações no seu período fértil. Para detectar o seu período fértil, neste método, a mulher precisa observar e reconhecer o tipo de secreção presente no colo do útero. A mulher deve ser orientada a respeito das mudanças que o estrogênio provoca no muco cervical na metade do ciclo. O muco cervical aumenta em quantidade, fica filante e transparente no período ovulatório, lembrando o aspecto de clara de ovo. O papel do muco cervical é proteger os espermatozóides do meio ácido vaginal e também capacitar os espermatozóides para poder haver fertilização. Após a ovulação o muco fica branco, opaco e denso o que é o sinal de que a ovulação já terminou. Para examinar a consistência do muco cervical, se distende o muco entre os dedos.

Vantagens : pode ser utilizado juntamente com outros métodos contraceptivos.

Desvantagens : não é muito eficaz e é necessário treinamento e disciplina.

Métodos do coito interrompido-Coito interrompido ou “tira fora” é um método de contracepção no qual, durante a relação sexual, o pênis é removido da vagina logo antes da ejaculação, impedindo a deposição de sêmen no interior da vagina.

Vantagens : pode ser utilizado por qualquer pessoa que tiver vontade ou não tiver acesso a outras formas de contracepção, não tem custos, não requer dispositivos artificiais, não têm efeitos colaterais físicos, e pode ser praticado sem a prescrição ou consulta médica.

Desvantagens : não é eficiente na prevenção de DST, pode ser difícil para alguns homens utilizar e ele não é muito eficiente, porque mesmo que o homem não ejacule na vagina, ainda assim há o risco de ocorrer a gravidez. Quando o pênis fica ereto pode haver fluido no topo do pênis que contém esperma. Esse esperma pode engravidar a mulher.

 

 

Categorias:Uncategorized

História em Quadrinhos

 

 

OBS:Basta clicar na imagem para ampliar.

Categorias:Uncategorized

Prolapso da válvula Mitral

O que é?

Prolapso da Válvula Mitral ou Síndrome de Barlow é a alteração mais freqüente que acontece com o coração e estima-se que ela afete de 5 a 10% da população mundial, segundo informação do cardiologista José Ângelo Bezerra da Silva. A palavra prolapso significa um deslizamento ou deslocamento de parte de um corpo em relação à sua posição usual.

No caso da válvula mitral normal há dois finos folhetos localizados entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo. Estes folhetos estão ligados à parede interna do ventrículo esquerdo por uma série de feixes chamados de cordoalhas. Quando o ventrículo se contrai, os folhetos da válvula mitral se ajustam perfeitamente, prevenindo o refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo. É em relação a esta linha que se dá a ocorrência de prolapso mitral, sempre que os folhetos da válvula funcionam acima dela pelo seu lado atrial, pois o movimento normal de fechamento dos folhetos ocorre abaixo deste limite, pelo seu lado ventricular. Ou seja, os folhetos ou os músculos papilares e suas cordoalhas são demasiadamente longos, ocorrendo também um aumento do anel valvular.

Reparem na figura abaixo que a válvula mitral é composta por 2 folhetos e a aórtica por 3. Estes folhetos se abrem como aquelas portas de saloon em filmes de Velho Oeste. Quando o sangue termina de passar, se fecham, encostando firmemente um folheto no outro.

Quando há algum problema no fechamento de uma das válvulas, permitindo retorno de sangue para uma das câmaras, chamamos de regurgitação ou insuficiência. Quando o problema é na abertura da válvula, que não é suficiente para permitir a passagem de sangue, chamamos de estenose. Portanto se o problema for na mitral, teremos uma insuficiência mitral ou uma estenose mitral. O mesmo raciocínio vale para as outras 3 válvulas.

No geral, o PVM é um defeito congênito no tamanho dos folhetos fazendo com que a válvula não consiga se fechar corretamente. Um folheto empurra o outro, fazendo a válvula assumir a forma de um para-quedas, causando o prolapso da mesma em direção ao átrio esquerdo. Veja a figura abaixo.

Causas do prolapso da válvula mitral:

O prolapso da válvula mitral – PVM – tem, na maioria das pessoas, causa desconhecida; mas em outros parece ser geneticamente determinada por uma alteração do tecido conjuntivo. Uma redução na produção do colágeno tipo III é outro fator identificado; pois através da microscopia eletrônica tem sido demonstrada fragmentação das fibras colágenos. O PVM pode estar associado a deformidades esqueléticas (tórax e coluna vertebral) e já foi descrita a acentuação do arco palatino neste tipo de pacientes; bem como pode ocorrer como seqüela de febre reumática.

Os membros da família afetados freqüentemente são altos, magros, com grandes dedos e coluna reta. São freqüentemente acometidas mulheres entre vinte e quarenta anos, mas também os homens apresentam PVM.

Sintomas mais comuns do PVM:

Muitos pacientes são totalmente assintomáticos do prolapso da válvula mitral enquanto outros podem apresentar inúmeros sintomas. As queixas mais comuns são as palpitações e a síncope (devidas a distúrbios do ritmo cardíaco), dor de cabeça (cefaléia), dor torácica, falta de ar e fadiga, sendo esta última a mais comum. Os portadores de PVM podem concomitantemente apresentar disfunção do sistema nervoso autônomo e o quadro pode se associar ao Transtorno do Pânico, à Ansiedade e à Depressão. A dor torácica é diferente da apresentada em outra doença coronariana, pois raramente ocorre durante ou após o exercício e não responde ao uso de nitratos.

Diagnóstico:

O exame do paciente realiza-se através da ausculta cardíaca, um som estalado (click) logo após o início da contração ventricular. Segundo o artigo publicado pelo Dr. Jorge W. Magalhães de Souza, que possui uma Clínica Médica no Rio de Janeiro, este fenômeno é explicado pela pressão exercida sobre os folhetos anormais da válvula durante a sístole (contração do ventrículo). Se houver regurgitação mitral associada (refluxo de sangue para o átrio esquerdo pelo fechamento inadequado da válvula) um sopro pode ser auscultado logo após o click. A pressão arterial não é alterada habitualmente pelo PVM.

O ecocardiograma bidimensional com Doppler é o exame complementar mais útil no diagnóstico do PVM. Ele pode medir a severidade do prolapso e o grau de regurgitação mitral. Além disso, poderá detectar áreas de infecção na válvula, espessamento anormal e avaliar a função sisto-diastólica dos ventrículos (funcionamento do coração como bomba impulsionadora de sangue). A infecção valvular é chamada de endocardite e é uma séria complicação do PVM.

Outro teste que pode ser usado é o estudo dos batimentos cardíacos durante o exercício físico crescente. Ele é eficaz na detecção das anormalidades acima descritas, assim como na isquemia miocárdica, outra doença coronariana. Auxilia também a decidirmos que níveis de exercício são seguros para o paciente.

Aproximadamente 18% dos pacientes com prolapso possuem morfologicamente válvula mitral com redundância tecidual dos folhetos e espessamento dos mesmos, correspondendo ao aspecto anátomo-patológico de degeneração mixomatosa. Nesses pacientes com problema, o aparelho mitral (valvas e cordoalhas) é acometido pela degeneração mixomatosa, na qual a estrutura protéica do colágeno, o tecido que constitui as valvas leva ao espessamento, alargamento e redundância dos folhetos e cordoalhas. Portanto, no momento em que o ventrículo se contrai, os folhetos redundantes projetam-se (prolapsam) para o átrio esquerdo, chegando às vezes a permitir a regurgitação do sangue para dentro do átrio esquerdo.

Sabidamente este sub-grupo de pacientes, que são referidos como portadores de prolapso mitral clássico, estão em maior risco de desenvolver complicações, como endocardite infecciosa e regurgitação mitral severa; porém apresentam-se com o mesmo risco para fenômenos embólicos como os pacientes com prolapso sem degeneração mixomatosa.

Tratamento da PVM:

Para o cardiologista José Ângelo Bezerra da Silva “em muitos casos os sintomas são poucos ou inexistentes, não exigem tratamento e não há também restrições à atividade física”. No entanto, a hospitalização pode ser necessária para o diagnóstico e tratamento dos sintomas mais evidentes e fortes. A presença de regurgitação mitral (RM) pode levar a hipertrofia ou dilatação do coração (o músculo cardíaco necessita desenvolver maior força contrátil com a piora progressiva da RM, já que parte do sangue reflui para o átrio esquerdo) e a ritmos anormais. Como conseqüência, os pacientes portadores de PVM com RM devem ser avaliados semestralmente ou anualmente.

Como a infecção da válvula ou endocardite é cerca de 3 a 8 vezes mais freqüente nos portadores de PVM com RM do que na população em geral, podendo tornar-se uma séria complicação, e por este motivo deve ser feita profilaxia com antibióticos, sempre orientada pelo médico. Entre eles, inclui-se o tratamento odontológico rotineiro como limpeza dos dentes, as pequenas cirurgias e os procedimentos que podem traumatizar tecidos do corpo como exames de colonoscopia, ginecológicos e urológicos. Os antibióticos mais utilizados na profilaxia são a amoxicilina e eritromicina por via oral, bem como a ampicilina, a gentamicina por via parenteral.

O reparo cirúrgico da válvula ou sua troca melhoram os sintomas. A cirurgia pode ser necessária quando há disfunção ventricular, sintomas fortes ou se as condições do paciente evoluem para deterioração. No tratamento de pacientes com insuficiência mitral (IMi) grave continua sendo importante a escolha do momento mais adequado para a intervenção operatória. Isto é particularmente verdade em pacientes com IMi grave não isquêmica, condição que hoje nos EUA deve-se mais freqüentemente ao prolapso da válvula mitral, quase sempre acompanhado de “desabamento” dos folhetos da valva mitral.

Recomendações:

Varia na dependência das condições concomitantes ao prolapso da válvula mitral. Possui curso geralmente benigno e sem sintomas. Quando sintomático é controlado pelo uso de medicamentos e, nos casos mais graves, por cirurgia valvular; cada vez mais precoce hoje em dia, é indicada evitando-se assim as complicações. Os pacientes identificados como portadores de PVM devem ser monitorados regularmente por um médico.

Reparação da válvula, em vídeo:

Categorias:Uncategorized

Sistema cardiovascular

A circulação sanguínea é responsável por atender às necessidades de todos os tecidos, como transportar nutrientes até os tecidos e também remover daí os produtos de excreção, levar hormônios de uma parte para outra do corpo e manter, em geral, em todos os líquidos teciduais, um ambiente apropriado à sobrevida e função ótimas das células.

  • Circulação sanguínea em peixes

É simples, onde não ocorre mistura de sangue arterial com venoso no coração, ou seja, o sangue não oxigenado passa pelo coração. O sangue é bombeado para as brânquias, oxigenado e então, distribuído para o corpo.

O coração possui um átrio e um ventrículo. A primeira câmara do coração de um peixe, ou câmara receptora, é chamada de seio venoso. Tem uma parede fina como a câmara seguinte, o átrio, para qual o sangue passa. Do átrio, o sangue passa para o ventrículo, que tem paredes espessas, e é bombeado para fora, passando do cone arterioso para a aorta ventral.

O sangue da aorta ventral vai para a região branquial para ser oxigenado, passando pelos vasos branquiais aferentes, depois disso, sai das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para a aorta dorsal. O sistema venoso é constituído pela veia cardinal comum, que entra no seio venoso de cada lado do corpo do peixe, sendo constituída pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. O sangue da cabeça é coletado pelas cardinais anteriores e o sangue dos rins e das gônadas é coletado pelas cardinais posteriores. As veias abdominais laterais pares, que recebem o sangue da parede do corpo e dos apêndices pares, também entram na veias cardinais comuns. O sistema porta-renal é formado pela veia caudal e pelas duas veias porta-renais, situadas lateralmente aos rins. O sangue da região caudal passa da veia caudal para as veias porta-renais e entra nos capilares dos rins. O sistema porta-hepático coleta o sangue do estômago e do intestino e devolve-o ao fígado, de onde, depois de atravessar uma série de sinusóides, ele passa para o seio venoso por meio das veias hepáticas pares.

Esquema da circulação simples em peixes

  • Circulação sanguínea em anfíbios

A circulação é dupla e incompleta: dupla, porque o sangue passa duas vezes pelo coração a cada ciclo de circulação, incompleta, porque o ventrículo é único e nele o sangue arterial e venoso se misturam.

O coração apresenta três cavidades: dois átrios (um direito e um esquerdo) e um ventrículo. O sangue venoso chega ao coração pela aurícula direita, passa ao ventrículo e sai para os pulmões pelo cone arterial e artéria pulmonar (também designada pulmocutânea), sendo oxigenado pelos pulmões e pela pele. Regressa ao coração pela aurícula esquerda, vai novamente ao ventrículo, onde se mistura parcialmente com o sangue venoso e vai para o corpo, novamente pelo cone arterial.

A contração dessincronizada das aurículas evita uma mistura completa do sangue arterial e venoso no ventrículo único, bem como o fato de o cone arterial se dividir em duas vias de circulação.

Neste caso existe uma dupla circulação, uma pequena circulação ou pulmonar e uma grande circulação ou sistêmica. O sangue passa duas vezes pelo coração, permitindo uma velocidade e pressão elevadas após a oxigenação. No entanto, como existe a possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso a circulação é incompleta.

Esquema simplificado da circulação dupla e incompleta em anfíbios

  • Circulação sanguínea em repteis

A circulação é dupla e incompleta. Com exceção dos crocodilianos, o coração dos répteis apresenta três cavidades, duas aurículas e um ventrículo parcialmente separado por um septo incompleto.

A circulação é realizada de modo semelhante à dos anfíbios, sendo a mistura de sangue minimizada pelo desfasamento de contração das aurículas e dos lados do ventrículo. O sangue arterial da metade esquerda do coração passa para crossas aórticas ou arcos sistêmicos.

  • Circulação sanguínea em mamíferos

A circulação sanguínea é fechada, dupla e completa. Os mamíferos têm coração com quatro cavidades, duas aurículas e dois ventrículos (cujas paredes não são igualmente musculadas), sem possibilidade de mistura de sangue arterial e venoso. Por este motivo, apresentam circulação completa, sendo a metade direita do coração atravessada exclusivamente por sangue venoso e a esquerda por sangue arterial. Do ventrículo esquerdo o sangue passa para a aorta, descreve a crossa para a esquerda. O sangue regressa ao coração pelas veias cavas.

O fato das células destes animais receberem um sangue mais oxigenado e com maior pressão que as dos répteis ou anfíbios, faz com que apresentem uma maior capacidade energética e permita a homeotermia.

Esquema da dupla circulação

  • Circulação sanguínea em aves

Nas Aves o aparelho circulatório é do tipo fechado, duplo e completo. Há uma separação completa entre o sangue venoso e o arterial. Além disso, o coração tem quatro câmaras. A aorta sistêmica deixa o ventrículo esquerdo e leva o sangue para a cabeça e corpo, através do quarto arco aórtico direito. Existem, variações consideráveis no que se refere às artérias carótidas. Geralmente, as carótidas comuns são pares. Entretanto, nos alcaravões, os dois ramos se unem logo depois de emergirem das artérias inonimadas e formam um único tronco. Em outros grupos, pode haver uma redução do tamanho tanto da carótida comum esquerda como da direita antes da fusão e, nas aves passeriformes, só a carótida comum esquerda permanece.

Existem duas veias pré-cavas funcionais e uma veia pós-cava completa. As primeiras são formadas pela união da veia jugular e subclávia de cada lado. A veia pós-cava drena o sangue dos membros através do sistema porta-renal, que passa pelos rins, mas que não se ramifica em capilares; consequentemente, não pode ser comparado ao sistema porta-renal dos vertebrados inferiores. Os eritrócitos das aves são nucleados e maiores do que os dos mamíferos.

O Sistema de Circulação permite a conservação da temperatura da ave. A circulação é bastante intensa e consequentemente, as trocas gasosas que se processam ao nível das células também são intensas e desenrola-se uma notável combustão celular. Isso acontece porque o deslocamento durante o vôo constitui uma atividade muscular muito grande, que exige o consumo de grandes quantidades de energia.

Categorias:Uncategorized

Divulgação

 

Recomendamos o blog dos nosso colegas Nicolas e Vinícius. Entrem e vejam os malefícios do cigarro e outras coisas.

http://nicolasviniciusbioifes.wordpress.com/

 

Categorias:Uncategorized

Astrobiólogo da Nasa afirmam ter encontrado vida extraterrestre


O astrobiólogo da Nasa, Richard Hoover, afirmou ter encontrado evidências de vida extraterrestre em um meteorito, segundo estudo publicado neste sábado na revista científica Journal of Cosmology. De acordo com Hoover, ele teria encontrado microfósseis similares a cianobactérias existentes em uma classe extremamente rara de meteoriotos, o CI1, encontrado em áreas remotas do planeta, como Antártica, Sibéria e Alasca.

Para Hoover, o estudo pode permitir a implicação de que a vida está em todos os lugares e que a vida na Terra pode ter surgido a partir de corpos vivos em outros planetas. Segundo Rudy Schild, pertencente do centro de astrofísica Harvard-Smithsonian e editor-chefe do Journal of Cosmology, em comunicado oficial, a análise atenciosa de Hoover fornece provas definitivas de que existe vida microbial em corpos do universo, sendo que alguns destes podem inclusive proceder a origem da Terra e até mesmo do Sistema Solar. “Estas bactérias fossilizadas não são contaminantes para a Terra. São restos fossilizados de organismos vivos que existiram em corpos celestes similares aos deste meteoro, como cometas, luas e outros”, destaca o artigo.

Em declarações ao canal de televisão norte-americano Fox News , Hoover afirmou que este campo de estudo não é amplamente explorado porque muitos grandes cientistas afirmaram que é impossível. A publicação ainda convidou mais de 100 especialistas e 5 mil cientistas para revisarem e opinarem sobre o artigo, devido à “controvertida polêmica que pode gerar este descobrimento”, afirmou Schild.

Categorias:Uncategorized